quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Morte e Vida - Evangelho de Tomé

“001 - E ele disse: - Aquele que descobrir a interpretação destas palavras não experimentará a morte”.
Jesus disse: aquele que entender o que Ele falar não vai morrer. Para compreendermos melhor, vamos buscar o significado de “morrer”.
MORTE - 1. O fim da vida animal ou vegetal. 2. Termo, fim. 3. Destruição, ruína (Dicionário Aurélio).
Para aqueles que não acreditam em religiões, a morte se torna o fim completo, ou a cessação da vida. Entretanto, como a própria ciência vem comprovando, nada acaba, tudo se transforma.
A planta não morre e sim se transforma em adubo, ou seja, vida para novas plantas. Quando as células da folha que caiu penetram no solo e são absorvidas pelas raízes de outras plantas, continuam existindo dentro destas.

Então a morte é, na verdade, uma transformação que vai gerar nova vida. Não existe fim para nada. Aqueles que acreditam na "morte" como o fim da vida é porque desconhecem a transformação que acontece. Nada acaba, tudo se transforma.
Nem mesmo os sentimentos, coisas imateriais, acabam: eles se transformam. O amor vira ódio, a alegria passa a ser tristeza. Nada no planeta acaba: transforma-se. Nada tem fim: passa por transformações.
Este conhecimento, que já é praticado por aqueles que acreditam em religiões, é importante para que o ser humano que não acredita nelas, saiba que ele também não acabará, mas se transformará.
Baseadas neste princípio, todas as religiões ensinaram até hoje que a morte transformará o ser humano em algo diferente do que é: o católico acredita que vai se transformar de "acordado" em "dormindo" e voltará a "acordar" no dia do juízo; os protestantes acham que se transformarão em anjos na glória do Senhor. Mesmo aqueles que se aprofundaram mais neste assunto (espíritas kardecistas), acreditam que se transformarão de "alma" para espírito.
Todas as religiões promovem a transformação, ou seja, a mudança de uma coisa para outra. Entretanto Jesus afirma que, quem entender suas palavras, não vai conhecer a morte, ou seja, não vai passar por transformações.
Quem entender as palavras que Jesus confiou ao seu irmão mais querido, já vai se ver e se sentir como espírito, mesmo estando na carne. Não vai ser preciso morrer para se transformar em espírito e, por isso, não haverá um processo de transformação.
Podemos então entender as palavras de Jesus, escritas por Tomé, da seguinte forma:
Aquele que entender o que eu digo se verá agora como espírito e por isso não precisará passar por um processo de transformação.
Esta é a explicação para "não experimentará a morte", ou seja, não passará por transformação.
Quem compreender as Cinco Verdades Universais e conseguir colocá-las em prática, não precisará se transformar em nada mais, pois já será. O espírito está preso a uma carne, habita um mundo espiritual e não material e, portanto, já é um espírito e não uma "alma".
As religiões separam a vida em dois mundos: o mundo da matéria e o fora dela. Não existe esta separação e por isto, não existe morte, transformação. Mas para se viver uma vida espiritual, mesmo estando retido na carne, é necessário se entender as palavras de Jesus. Isto é o que transmite Tomé.
Este estado foi alcançado por todos aqueles que entenderam as palavras de Jesus. Como um ser humano poderia entrar em uma arena com leões famintos, sabendo que ia morrer, sem sentir medo? Como poderia um ser humano enfrentar exércitos, ser crucificado, queimado, com alegria e felicidade? A resposta é só uma: já sendo espírito e sabendo que não haveria transformação ou mudanças.
Aqueles cristãos que entraram nas arenas, os santos que foram para as fogueiras já conheciam esta verdade e, por isso, não precisavam ter medo porque já sabiam que eram espíritos e conheciam a verdade da não transformação.
Esta compreensão não se alcança com mágica ou apertando um botão, mas sim com o próprio esforço: estudo, dedicação e, acima de tudo, a prática. É isto que faz alcançar a consciência de já ser espírito.
Ninguém pode fazer nada por você, a não ser você mesmo. Como ensinou Buda Gautama: se você quiser saber porque você é assim hoje, veja o que fez ontem; se quiser saber o que será amanhã, veja o que está fazendo hoje.
Se você quiser ser um espírito ao abandonar a carne, é necessário que você desde hoje saiba que já o é e viva como um espírito. Não existe processo instantâneo de transformação. Não é o desencarne que vai lhe trazer, automaticamente, este conhecimento: você precisará estudar no plano espiritual menos denso para alcançá-lo.
Assim, a missão de Jesus foi ensinar como ser espírito hoje e nós não devemos adiar esta visão para depois.
Esta é, então, uma das intenções do evangelho de Tomé: trazer os ensinamentos para se viver como espírito, o que acabará com a visão de “transformação”, chamada morte.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Homoafetividade ( Homosexualidade)

Homoafetividade ( Homosexualidade)
Na sequência de um reenvio feito ontem, recebemos vários retornos questionando o porquê nunca havíamos falado deste tema.
Tudo tem o seu momento, ele é chegado.
Homoafectividade é o termo brasileiro que actualmente designa a homossexualidade e por o acharmos mais abrangente, vamos adoptá-lo para esta entrega.
Comecemos por definir os conceitos de:

- Normal = a, regular – habitual – usual – costumeiro –
- Natural = a, proveniente da natureza – inato – original –

Queridos amigos, que estes simples adjectivos, que por norma são confundidos e mal aplicados, norteiem de forma simples a nossa visão sobre a Homoafetividade.
Esta, não sendo natural, está a tornar-se normal, e aqui sim, a resenha…
Pelos meios de informação massiva, manipulativa e esclavagista mental, milhões de seres humanos são hoje confrontados com situações, que assimilam sem análise, reacção ou confrontação; o sistema de robotização funciona, e as mentes assumem-nas como “normal”:

- As profundas desigualdades sociais
- A fome que mata milhares de seres diariamente
- A destruição massiva das florestas
- O horror das guerras, em directo via TV
- A exploração sexual de mulheres e crianças
- A livre e incentivada prática do aborto
- A supressão dos mais básicos princípios familiares e humanísticos
Todas estas, e muitas outras situações são anti-naturais, no entanto, tornaram-se hoje normais, pela forma como os seres permitem que os manipulem….
A questão em que devemos reflectir é se:

- Em momentos de profundas mudanças planetárias
- Na possível desagregação parcial (prevista pela ciência) do próprio planeta
- Em crises energéticas e sociais profundas
- Com sistemas educativos e de saúde controlados e manipulados por quem não interessa que exista educação e saúde, o porquê, de que a opção afectivo/sexual de uma minoria seja actualmente o foco da atenção mundial?..... Governos, poderosas Instituições, presidentes de Países, o Papa, e tantas outras figuras fulcrais dos sistemas instituídos, todos, e em poucos meses, vêm-se envolvidos e pressionados (alguns de forma notoriamente compulsiva) a tomarem partido, criarem leis, abolirem outras; em resumo, a criarem condições de vida aprazíveis a uma minoria da população mundial, cujas demandas, estão longe de ser a angústia da fome, a dor da doença, ou o terror da guerra.
Que corrente de poder poderosa, obscura e oculta, consegue criar este aliciante espectáculo, de uma militância perfeitamente organizada, cuja finalidade é a distracção das massas, e ainda, com que finalidade?
Caros amigos, a atitude pessoal para com cada ser humano que cruza a nossa vida, deve ser sempre de plena igualdade, tolerância e respeito.
Esta postura de respeito pela liberdade individual e privada de cada um, é uma permuta, pois a liberdade de um acaba, onde começa a liberdade do outro….
A vida pessoal do amigo, da colega, do familiar, ou do vizinho, com quem estes partilham cama ou amores, não deve ser foco do nosso interesse, menos ainda, de descriminação.
A amizade, o amor, o respeito por qualquer ser da nossa esfera de convívio nunca deve ser maculado pelas suas opções no campo afectivo/sexual.

Sabemos, todos aqueles que adentraram o conhecimento metafísico, que a existência da polaridade feminina e masculina não é aleatória ou um capricho do Universo.
Sabemos, que é na conjugação dessas polaridades que o ser humano encontra a plataforma de equilíbrio energético que lhe proporciona harmonia vivencial e evolutiva.
Mas também sabemos, que somos constantemente assediados por entidades astrais, que por vezes assumem totalmente o sistema operativo mental de muitas pessoas.
Sabemos, que pela Lei de Causa e Efeito, e para reequilíbrio do seu Carma a muitos seres é lhe imputada a vivencia de uma polaridade que contradiz o seu género físico.
Sabemos que muitos outros, por traumas físicos e psíquicos da infância ou adolescência, buscam no companheiro do mesmo género a figura paterna ou materna que faltou no seu campo afectivo.
Muito mais podia ser explanado aqui sobre as motivações ou razões que levam à Homoafetividade, no entanto, cremos serem estas, elementos de compreensão para posturas de foro inteiramente pessoal, que dentro dos limites da liberdade individual devem ser totalmente respeitadas.
Esta é no entanto uma face da questão, a outra é, que ao abrigo da mesma bandeira, a da liberdade, nenhum poder tem o direito de instaurar como natural a Homoafetividade, mesmo que vestida de normalidade…
Natural, é a vivencia afectiva e sexual de dois seres com diferentes polaridades, com fins evolutivos e espirituais, baseados nessas premissas.
Normais, podem ser todas as vivencias e opções afectivas e sexuais, que se integrem na realidade social onde existam, e no comportamento cívico e moral do seu meio, mas, sem “exigirem” a concordância mundial….
Concluímos com a interrogação, qual o interesse, e os promotores desta “distracção” das realidades prementes, que afligem a humanidade como um todo?
Que tenebroso poder, testa os seus limites através daqueles que deveriam ser símbolos de isenção, defensores da autêntica liberdade igualitária, e que se dobram em sujeição?
Podemos não conhecer a origem, mas conhecemos os divulgadores….mas, só consome quem quer


Abraço de LUZ

A.
10.01.2011

A SEXUALIDADE E A SUA QUALIDADE DIVINA

A SEXUALIDADE E A SUA QUALIDADE DIVINA

Em pleno século XXI, a sexualidade e o sexo continuam a ser tabu, agora já não pela proibição ou negação, mas pelo abuso e banalização do mesmo o que, e de uma outra forma continua a sujá-lo e como algo a esconder.
Ao longo dos séculos, nada tem sido mais manipulado e distorcido do que o sexo.
Pelo apelo da tremenda força e energia sexual, reinos se criaram e reinos caíram.
Na sua expressão mais elevada, o sexo é a experiência espiritual mais importante entre duas pessoas no mundo físico.
É um meio através do qual podemos conectar-nos com os níveis mais altos de nós mesmos e accionar o nosso fantástico poder criativo. Desde sempre, o poder instituído, normalmente controlado pela religião, reconheceu o poder dessa força, e como tal, sempre tentou assumir o seu controlo, utilizando como ferramenta principal o medo. Assim, há séculos que a função mais complexa, e uma das vias que nos podem ligar a outras esferas e planos superiores, foi obstruída pela imposição do “pecado”.
Mas reparem que o conhecimento existia, pois através dos séculos a energia sexual foi muito utilizada nos rituais das escolas iniciáticas ocultas, das mais diversas civilizações.
Actualmente, invertem-se os valores, mas os resultados não são menos danosos. O abuso indiscriminado da sexualidade como produto vendável, apenas acumulou outras situações ás já gravadas na nossa memória colectiva, nenhuma delas favorável á percepção e entendimento dessa,.. creio que a mais maravilhosa ferramenta de ascensão, que é a nossa sexualidade.
São preocupantes os altos valores de disfunções sexuais registadas, principalmente as masculinas, que se devem além das causas já referenciadas, ao descuido, ao esquecer, ou ao mau uso dessa parte tão importante da nossa vida e do nosso ser. E que, como a outras coisas fundamentais da nossa vida, relegamos para segundo plano, para as quais deixamos de ter tempo, disponibilidade ou respeito.
Para entender isto, precisamos analisar a natureza da experiência física e o facto genético a que chamamos corpo.
Como sabemos, o que observamos com os olhos é apenas o nível físico do nosso corpo, em níveis não visíveis está, entre outras coisas a consciência e a nossa aura. A aura é uma amálgama dos campos de energia que juntos constituem aquilo de nós que pensa, sente e se emociona.
Um desses níveis, o etérico, é a inteligência que organiza a substituição das células, controla o sistema eléctrico e, genericamente, governa as actividades do corpo. Quando a energia etérica fica desbalanceada, quando está em desarmonia emocional, essa desarmonia emocional transforma-se em doença física. Alguns desalinhos etéricos, por exemplo, alteram a substituição suave das células e isto vem a nós na forma das mais graves doenças. O sistema imunológico é também controlado pelo etérico e, portanto, as influências emocionais e electromagnéticas podem prejudicar seriamente as defesas naturais de nosso corpo o que nos torna mais susceptíveis a doenças.
Não podemos falar de energia etérica sem falar de Chacras, ainda que de forma muito limitada, devido ao tempo. Reconhecer a existência do sistema de chacras é vital para compreender o significado real do sexo.
Dos 7 chacras principais, os 3 mais baixos ligam-nos à Terra, e os 3 superiores ligam-nos ao espírito, e o do coração é o centro de equilíbrio entre eles.
O centro de controlo deste sistema é a glândula pineal no centro do cérebro, que se conecta com o chacra do "terceiro olho" situado na testa, nossa visão psíquica.
A pineal e as outras glândulas do sistema endócrino soltam hormonas no corpo em resposta a mudanças nos estados dos chacras, e estas hormonas afectam o estado do corpo físico de forma positiva ou negativa.
O chacra da raiz, na base da coluna vertebral, acolhe uma energia conhecida como Kundalini, outro termo sânscrito que significa serpente ou cobra adormecida.
A Kundalini é parte da força da vida e ela provê a energia sexual que desenvolve o nosso potencial criativo.
O desenrolar da Kundalini afecta-nos de muitas outras formas, além de sexualmente.
A energia que as pessoas usam para criar uma pintura, livro, discurso ou um vaso, é a mesma energia que estimula a actividade sexual.
É a mesma força criativa, que cria uma nova vida. Se a energia criativa é suprimida, o seu poder torna-se desalinhado. Isto acabará por se manifestar de outras formas – através da violência, crimes, guerras e depressão. Quando a força criativa é suprimida ela torna-se destrutiva. E isto aplica-se também e certamente ao sexo.
Uma Kundalini poderosa dá-nos uma forte conexão magnética com a Terra e quando ela se eleva até ao chacra da coroa no topo da cabeça, conecta-nos com outros chacras em níveis mais elevados do nosso ser.
E isto é o que os seres humanos procuram, um equilíbrio do físico com o espiritual.
Para subir através dos chacras e fazer a conexão com os níveis superiores, a Kundalini precisa passar pelo chacra sacral, o centro da sexualidade, e pelo chacra do plexo solar, o centro das nossas emoções.
No entanto, estes centros podem estar com tanta quantidade de negações, traumas, medos e emoções negativas, que eles agem como uma represa vibratória, revertendo a Kundalini para voltar sobre si mesma e criando uma vida inteira de tumulto naquela parte inferior do abdómen que geralmente resulta em doença física.
Estas "represas" também impedem o fluxo poderoso da Kundalini de activar o potencial dos chacras superiores, o do coração, da garganta, do terceiro olho e da coroa, e portanto tornando impossível uma conexão verdadeira com as dimensões espirituais superiores de nós mesmos.
O sexo tal como é colocado pela religião e pelos tablóides, que jogam entre o exacerbado apelo sexual e a hipocrisia social pode manter-nos numa prisão mental e emocional, enquanto que o sexo cósmico pode elevar-nos às estrelas.
Mas claro…O que é sexo no nível cósmico?
Sexo tornou-se um evento físico quando ele realmente tem o potencial para ser um êxtase multidimensional.
Existe o sexo dito normal, uma experiência física extraordinária, cujo objectivo é o orgasmo e a ejaculação – ou seja a projecção para o exterior da energia, uma perda de energia. Isto na maior parte das vezes deixa os parceiros cansados e frequentemente com uma sensação de vazio.
Mas, existe o sexo multichacra que nos eleva para os reinos espirituais do ser. Isto acontece quando a energia estimulada no chacra raiz sobe através de todos os outros chacras e explode para fora, na aura, como um orgasmo espiritual ao invés de apenas uma ejaculação física, apesar que pode haver uma combinação dessas duas coisas.
Isto é um amor espiritual ao invés de sexo, porque é predominantemente espiritual, e não físico.
Neste caso é perfeitamente possível acessar níveis de consciência, muito além deste plano físico.
Quando se vive essa experiência com um parceiro, pode ser difícil vivenciar satisfatoriamente o sexo com outra pessoa, no entanto acredito ser possível, assim exista a empatia, abertura, respeito e amor, que eleve o acto sexual aos níveis descritos.
Independentemente da opção de cada um em termos de liberdade sexual, e na certeza que não há certo nem errado, apenas experiências que tem que ser vividas, mas é bom reflectir que quando temos actividade sexual, em maior ou menor escala, acabamos por incorporar as energias da outra pessoa. Absorvemos vibratoriamente, parte dessas pessoas, parte da sua essência. Com quem fazemos amor tem consequências para ambos os parceiros muito tempo após esse evento. Ou seja que uma promiscuidade acentuada a nível sexual, pode levar a alterações de personalidade, pela incorporação das energias do ou dos parceiros correspondentes, e pela qualidade / tipo dessas mesmas energias.
É ainda comum o vampirismo energético através do sexo.
Mas voltando ao sexo cósmico, este deixa as pessoas repletas de energia, e não cansadas, e isto é transmitido para cada célula do corpo, estimulando-as para vibrarem mais rápido e assim, fazer-nos sentir "vivificados" e providos com mais energia criativa que pode ser expressa noutras áreas de nossas vidas.
Aconselho o estudo do Tantra, filosofia muito antiga e que no plano sexual, percebeu a imensa potencialidade da energia sexual que consideram sagrada, e que através da filosofia tântrica é transformada numa fonte de energia inesgotável, capaz de agir no estado psíco – físico que por sua vez reage num plano cósmico superior.
Para alcançar estes níveis cósmicos do sexo, não existem normas, apenas experiências no caminho, cada pessoa é diferente, no entanto creio que duas coisas são fundamentais além obviamente do sentimento que una os parceiros, uma é o enterrar definitivamente todos os estigmas relacionados com a actividade sexual, a outra é a auto-estima, sabendo que nenhuma condição, seja de idade, tipo físico, cultural ou social pode ser impeditivo para essa realização suprema.
Há quem afirme que quando fazemos amor com outro ser humano, estamos na realidade, a fazer amor com uma parte de nós mesmos.
Quando atingimos o estágio de orgasmo multichacra cósmico, nós estamos a fazer amor com o Universo, com a Criação, com tudo que existe, e estaremos a disponibilizar mais energia criativa para todos usarem e beneficiarem.
Tanto mais havia a dizer, inclusivamente forma, ou fórmulas, experiências, que possam ajudar os outros a encontrarem o seu próprio caminho para essa vivência suprema, para esse “Samadhi” (termo sânscrito, que significa, estado alterado de consciência divino ou divinal) mas por hoje é tudo.
Mas não esqueçam que sexo é divino, mantém-nos saudáveis, é belo na união espiritual de dois seres, e nessa condição, se auto–promove e se auto-qualifica.

Maria Adelina

“Amo-te, logo sou livre e tu também”

“Amo-te, logo sou livre e tu também”

Entre voltas e voltas pelos ciclos dos dias lá volta o ensejo, para voltar a falar de Amor, na versão do amor a dois.
“Amo-te, logo sou livre e tu também”, esta frase do querido amigo J.A. é propulsora deste sentir.
Por diversas vezes temos falado do amor real, aquele que não se baseia em qualquer tipo de dependência ou necessidade.
Continua no entanto, a ser uma fórmula incompreensível para muitas pessoas.
- Amor / Desejo – Amor / Vontade – Amor / Carência – Amor / Domínio -
Ama-se, porque se precisa do outro, seja lá para o que for……
São estas, as facetas do amor que revestem a maior parte dos relacionamentos.
Por isso, e com isso, criamos o chamado sofrimento por amor.
A graduação do amor não é uniforme, nem uma competição.
Cada ser humano na sua múltipla diversidade de vivências cármicas e de missão de vida, tem formas e posturas diferentes de expressar o amor.
Cada ser humano deve abrir-se á percepção dessas tantas formas, e suprimir as barreiras limitantes dos amores novelescos.

“se alguém não te ama como tu queres, não significa
que não te ame da melhor forma que consegue”

Isto é a rejeição da vontade egóica, isto é a liberdade.

Mais ainda, nestes tempos de profundos acertos cármicos, em que vivemos muitas vidas numa só vida, quantos amores existem: desencontrados, desacertados, incongruentes, incompreendidos, e no entanto...tão sublimes, profundos, eternos.
Em paralelo com esta compreensão e aceitação, gera-se a liberdade total, em que sem apego, medo ou expectativa de receber, podes emitir o belo dizer: Amo-te
Seja este entendido ou não, partilhado ou ignorado, é o teu fogo sagrado, a tua essência divina, que como semente fecunda, espraias pelas searas universais.
E o Amor / Liberdade cresce em ti, faz parte de ti, porque não precisas de “um objecto” a quem dedicar o teu amor.
Tu, és o Amor
A.

14 de Junho de 2010

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Perdoando Deus

 Perdoando Deus

Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade.
Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso “fosse mesmo” o que eu sentia – e não possivelmente um equívoco de sentimento – que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.
E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos.
Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva. Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais.
Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar – não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele – mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação.
… mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que “Deus” é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
Clarice Lispector em Felicidade Clandestina

sexta-feira, 1 de abril de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mensagem de Mãe Maria

Mensagem de Mãe Maria
Amados Filhos,
Que as bênçãos do amor tragam paz aos vossos corpos, mentes e corações.
Fluidificai, fluidificai, fluidificai vossos corpos.
Urge elevar vossas freqüências, urge revelar a luz que se encontra aprisionada em vossas células em decorrência das camadas de densidade com que as envolvestes ao longo de vossas jornadas.
O trabalho é intenso e constante, amados.
Não desanimeis, pois, deixando que vossos egos – alimentados pelo egoísmo que impera em vosso mundo – vos convençam de que nada disso é necessário.
É sim necessário, amados, para que possais coroar vossa jornada com os louros da vitória de que sois capazes de atingir, eis que todos vós são Filhos da Luz.
Longa tem sido vossa jornada, longo o processo de transformação de vossos limites, longo o tempo até que pudesses compreender o verdadeiro sentido da vossa trajetória na Mãe Terra.
Neste tempo, decorridas tantas vidas, tantos desafios, tantas derrotas e vitórias estais prontos para revelar a verdade que trouxe todos vós a essa dimensão.
Os Filhos da Luz aceitaram o duro aprendizado na matéria para aprender a AMAR.
Amor, amados, o real significado dessa palavra, tão decantada por vossos poetas, finalmente se revela na totalidade de sua compreensão.
AMAR é experenciar a vida sem qualquer limite ou julgamento, sem qualquer desventura ou restrição.
AMAR é SER! Ser Uno com todas as criaturas, aceitando-as com são, respeitando suas escolhas, compreendendo seu modo de ser.
É tempo de vivenciar em vossa Mãe Terra a plenitude que só se revela através do amor.
Basta de competição, basta de divisão entre os homens, basta de dor e sofrimento.
É hora de derrubar todas as barreiras, todas as fronteiras – físicas, emocionais e mentais – que dividem o que sois em essência e também dividem irmãos, raças e nações.
É hora de viver a verdade de que sois, antes de tudo, iguais em essência, eis que filhos do mesmo Pai, e que as aparentes diferenças só existem como reflexo de vossas experiências, do aprendizado que cada um já exercitou, dos erros e acertos decorrentes de vossas escolhas, da etapa evolucionaria de cada um de vós no mundo da ilusão.
É tempo de deixar vir à tona essa essência divina de que sois portadores.
É tempo de permitir que ela seja expressa através de cada gesto, de cada pensamento, de cada ação.
É hora de demonstrar a grandeza de vossas almas, que só querem revelar o amor de DEUS no planeta Terra.
Amai-vos, pois, para que todas as sombras se dissipem, e com elas as dúvidas que corroeram vossas mentes e corações por tanto tempo, impedindo-vos, quase sempre, de estenderdes a mão.
É hora de reconhecer que ajudando o próximo estais, na verdade, vos ajudando, aproveitando, assim, a oportunidade de compartilhar o amor de DEUS.
Não é fácil para vós - que viveis na dimensão onde só a densidade é reconhecida – estender a mão, dar de vós o que vos é mais caro, mais precioso, reconhecer no outro o vosso reflexo, os vossos limites, vossas faltas e, assim, tornar possível a vossa correção.
Não éfácil amar em vosso mundo, eis que o amor reflete sempre a alegria de viver, reflete o poder da luz que só compartilha, reflete a beleza do ilimitado, e o vosso mundo, aquele que criastes e vivenciais, é triste, é egoísta, é limitado.
Acostumastes a viver no limite, acostumastes a pensar só em vós, acostumastes a olhar o outro como um estranho e não um irmão, uma parte de vós.
Cada ser encarnado é uma parte de vós! É tempo de compreender essa verdade.
É tempo de reverter esse processo que vos projetou no limite, na dor e no sofrimento, é tempo de vos unir a tudo que tem vida, é tempo de Ser Feliz.
Deixai, pois os limites para traz, deixai o medo para traz e aceitai a oportunidade que vos é ofertada de ser pleno e feliz, amando a tudo e a todos.
Amai-vos uns aos outros! Essa simples afirmativa reflete o segredo para encontrardes a verdadeira felicidade.
Aceitai, pois, as mudanças que vos permitam revelar o Filho da Luz que sois em essência.
Mudanças fazem parte de vossos processos de evolução. Sem aceitá-las e introduzi-las no vosso dia a dia continuareis enxergando somente as sombras, as sombras que geram medo e vos paralisam, sem perceber que não existem sombras para aqueles que estão dispostos a viver o dia a dia em fraternidade, paz e amor.
Bem amados, que vossas orações alimentem a fé e determinação para seguirdes sempre em frente, e na fé e determinação demonstrardes com vossas condutas que só o amor constrói, que só o amor abre todas as portas e revela todas as soluções aos vosso problemas, aqueles que tem impedido a humanidade de Ser Feliz.
Bem amados, Eu vos deixo agora derramando sobre todos vós as minhas bênçãos e envolvendo a todos no meu manto de proteção porque Eu Sou Maria, Vossa Mãe.

SP-07/02/2011 – Mensagem de Mãe Maria-02-2011 canalizada por Jane M. Ribeiro.
http://br.groups.yahoo.com/group/maemaria/

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Meu presente está assim....

Pra Rua Me Levar Ana Carolina

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar